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Talvez seja todo o blablabla de final e início de ano, mas eu realmente gostei de The Mutilation Of The Master Manipulator. Aubrey está ganhando um destaque incontestável e ele provou, melhor do que em qualquer outro, que merece tudo isso.

Em certo ponto, o substituto de Sweets chegou a surpreender Brennan , mostrando o seu conhecimento e “se gabando” sobre ser bom em química, tudo com pitadas bem acentuadas de bom humor, que, querendo ou não, é uma marca do seriado.

Enquanto isso, Booth estava preso em sua mesa, tentando passar no teste de trânsito e, mesmo que com uma pequena dose, pareceu estar um pouco aliviado de deixar Aubrey cuidar do caso com Bones, devido à teimosia da antropóloga.

O caso pode não ter sido tão inteligente (eu já meio que suspeitava e que a louca dos pássaros fosse a culpada), mas focou em uma área até interessante: testes humanos. O professor assassinado queria provar que, até as melhores pessoas, se pressionadas em determinadas situações, seriam capazes de cometer algum ato cruel...e provou. Com uma pesquisa dessas, é até bobo que ele tenha sido morto porque seu gato estava comendo os passarinhos.


E, em The 200th In The 10th, o episódio especial, comemorando a 200ª visita de Bones às telinhas, tivemos diversas participações, de...todo mundo, inclusive o pai de Angela, que, ao decorrer de todos os anos, não apareceu tanto. Também, o Sr. Brennan estava lá, como comandante.

Uma pequena inversão de papéis: Booth como ladrão de joias, Brennan como detetive, Angela como uma espécie de secretária, Cam era uma empregada / ladra / assassina e Hodgins era o único que trabalhava, diretamente, ligado à ciência. Ah, não vamos nos esquecer de Aubrey, um filhinho de papai, que não fazia nada...e tivemos quase todos os estagiários, inclusive Jessica como cantora.

O modo como quiseram comemorar foi bem interessante, como um filme da década de 50 (Pretty Little Liars fez quase a mesma coisa no 100º episódio, um especial), desde a abertura, até os créditos, passando por figurino, maquiagem, tudo...foi tudo muuuuito bem pensado e deixou a atração incrível.

O caso foi o de menos, não estávamos muito interessados nos culpados (a Cam), queríamos a história completa, o final feliz, o vilão que, na verdade, é o Robin Hood e a mocinha que, depois de tanto tempo, dá o beijo em seu amado. E tivemos tudo isso, além da ação, do avião quase caindo, de um piloto atrapalhado, de um jornalista (Bray) intrometido. Tivemos tudo.

Se a genialidade contasse pontos, de 0 a 10, The 200th In The 10th receberia, no mínimo, um 8.

Demorei muito tempo para ver todos os episódios da temporada e não consegui cumprir a minha meta de terminá-los antes de 2015, mas consegui e, entre altos e baixos, posso dizer que Bones, ainda, é uma boa série.



Mais um episódio com o Dr. Wells e o que deveria ser uma competição, algumas vezes parece ser meio irritante. Ele foi colocado ali como um desafio, mas nem sempre é um (na verdade, nunca é, afinal, como Brennan deixou bem claro, é o dever dela destruí-lo, enquanto ele estiver no Jeffersonian).

Não achei o caso muito bom e, tanto suspeitos, quanto culpados, me pareceram óbvios: um cara ricaço da Wall Street morto por seu colega de trabalho, por causa de...dinheiro. Ainda assim, foi ótimo para conhecermos mais da vida de Aubrey e ver o quanto ele tem em comum com Bones. Os dois foram abandonados pelos pais, que eram criminosos e tiveram que aprender a se virar. A grande diferença é que o pai de Bones voltou a ajudou a fugir da polícia, quando ela precisou e, pelo jeito, o de Aubrey nem pensa em fazer isso.

Brennan ficou, como poucas vezes, desconcertada em relação ao que ela mesma ensinou a sua filha em um dos momentos mais chatos de uma criança, a hora que ela aprende a soltar pequenos palavrõezinhos, que parecem tão inofensivos, que, sequer, são levados em conta.

A grande mudança quanto ao episódio passado é que voltamos as atenções ao casal Brennan-Booth e, não que isso seja ruim, mas acho que podemos ter um pouco mais de episódios que deem foco a outros personagens.


E em the puzzler in the pit, demos boas vindas a Seeley Lance Wick Sweets.

Adorei ter visto Daisy de volta, pois, de certa forma, deu pra sentir Sweets ali, como se, de repente, ele fosse entrar pela porta do Jeffersonian, com suas teorias psicológicas, quase desvendando o caso.

Falando em caso, o episódio encontrou algo que não é muito focado: o mal de Alzheimer. Foi tudo bem escrito, desde o corpo encontrado no meio do ácido, até a descoberta do assassino, que era um filho abandonado e não reconhecido, passando por apostas, perda de dinheiro, perda de confiança, perda de memória.

Mas, na verdade, o caso ficou em segundo plano, completamente. A atenção voltou-se à Daisy e, com ela, permaneceu até o final. Conhecemos a doula, que esperava um parto de luz, por assim dizer, vimos de perto o quão céticos, os squints são sobre os meios alternativos e tivemos um vislumbre de uma série que cresceu (não, exatamente, melhorou).

Também, demos de cara com Aubrey no comando, impedindo que Booth, mesmo sem querer, tivesse uma recaída.

Podemos falar e falar sobre o episódio, mas tudo resume-se a Seeley Lance Wick Sweets.


Essa coisa de colocar um dos squints ou Booth como suspeitos de um crime, já está ficando enjoativa.

O que valeu a pena foi ver Sean Gunn, novamente, na telinha. O cara interpretou o inesquecível Kirk, em Gilmore Girls, e, agora, apareceu em Bones, quase como uma versão científica de Kirk...

O caso foi bobo, fraco: uma morte na Convenção Nacional de Ciência Forense, onde parece que várias formas de assassinato foram usadas: incêndio, golpe armado, agressão...enfim, muitas coisas para, no fim, ter uma solução um tanto sem graça. Para os amantes de planos mirabolantes, o episódio foi maravilhoso.

Infelizmente, ainda, vemos Aubrey correndo atrás de Booth, como se quisesse uma aprovação, e ele é um bom agente, é engraçado e, a cada episódio, mostra-se mais fiel (exceto no momento, em que ele começou a suspeitar de Hodgins [teve que ser parado por Booth])

Apesar da falsa “acusação” a Hodgins, o clima do episódio foi leve, como se os próprios roteiristas brincassem com o fato de indicarem, mais uma vez, um dos good guys para a forca.

Vale a volta de Bray, que, portador de câncer, está lutando contra sua doença há muito tempo. Tê-l, ali, no meio do Jeffersonian foi, quase, uma volta ao tempo. Vale, também, as piadas de Brennan, com pontos de vista e públcios diferentes, além de termos conhecido algumas pessoas que não pertencem ao universo comum e arriscam-se a criar coisas e coisas para pessoas como nossa Temperance.


Com the lost love in the foreign land,entramos em um, na minha opinião, excelente caso, sobre tráfico de pessoas.

Tivemos a morte de Min Yung, uma pessoa vinda de Yanbian, traficada por uma entidade disfarçada, com “boas ações”, e uma grande corporação, milionária, comandando tudo. Abordar esse tema é, de certa forma, comum (Law & Order SVU, por exemplo, sempre, pega esse tipo de caso para jogar em novas investigações), porém, acredito, que é bom relembrar, às pessoas, como certas coisas ocorrem, uma vez que, ainda bem, não vivemos nesse universo clandestino.

Min Yung foi morta por uma “amiga de tráfico”, desesperada, com medo de que sua filha fosse morta, de que sua família pagasse, querendo ou não, por um “erro” de outra pessoa, afinal, é muito mais fácil fazer ameaça que usar correntes.

Destaque merecido (e há muito tempo não dado) à Cam e Arastoo. Achei interessante adentrar o relacionamento deles, já que, quase todas as vezes, acabamos vendo Angie & Hodgins ou Brennan & Booth. Mas, mais merecido, foi o destaque dado a Aubrey, já estava na hora de mostrarem um pouco mais do novo agente, que está tentando alcançar Booth. Apesar da pequena bobagem dita no início do episódio, sobre publicidade, em cima dos outros, Aubrey foi o mais afetado por toda a história. Ele não precisa vivenciar algo, para ter empatia, ele só precisa sentir...e Aubrey mostrou que não está de passagem por Bones e que, também, não está brincando com os casos.

A torcida é para que Bones me mantenha suuuper interessada, sempre atingindo o nível da série, para darmos os créditos necessários à tamanha genialidade.


Não é fácil perder um amigo, ainda mais quando ele, além de ser um grande amigo, é seu parceiro de trabalho, de quase confidências, de conhecimento…é, simplesmente, seu parceiro para tudo, por isso, entendemos Booth e a relutância dele em aceitar Aubrey na equipe.

O episódio, na minha opinião, segue o nível dos outros, que estão um pouco abaixo do mediano, porém acredito que em the purging in the pundit ficou muito mais visível a mudança de Brennan e Booth. Ela deixou de ser completamente racional, dando exemplos dela tentando usar a psicologia e a existência de um deus que não acredita, para fazer com que o marido recupere, pelo menos, um pouco do que ele tinha; e ele, que leva rasteira após rasteira, mas, ainda assim, consegue ver, através de Temperance, outros motivos para dar continuidade à vida.

Achei o caso um pouco chato, simplista, nada suuper, que me faça bater palmas. Na verdade, acredito que foi um caso criado para quebrar aquela sombra que, ainda, pairava sobre os fãs, após a morte de Sweets. Foi engraçado, fez algumas menções e voltamos com o “King of the lab”. Uma pequena distração para o final do episódio anterior.

Aí saímos de lá e entramos em the geek in the guck, onde conhecemos Hayes Robertson e sua loucura por controle.


Achei o caso interessante, mostrou o interior dos jogos de video game que tanto fazem sucesso nos dias de hoje. Na verdade, não só isso, o episódio tratou sobre a tecnologia de forma geral: uma morte, na qual a arma do crime estava com sensores de movimento; um rapaz que nunca conheceu a sua namorada, simplesmente, falou com ela pela internet; uma pessoa que mal sai de casa, por causa de video games; um rapaz que dribla a internet para enganar seu melhor amigo. Foi tudo jogado na nossa cara, todo o lado ruim da tecnologia.

Assim, tivemos a visão de 3 relacionamentos: o casamento de Brennan e Booth, o casamento de Angela e Hodgins e Jessica e sua comunidade, quer dizer, cooperativa. De cara, notamos que a principal diferença entre os dois primeiros, além da linguagem usada com os filhos, é a o dinheiro, afinal, enquanto Booth e Temperance discutem sobre que escolinha Christine irá, Angela e Hodgins não tem muitas opções, na verdade, eles não tem nenhuma opção e Michael Vincent vai para a escola pública mesmo. Com Jessica, a diferença foi total, pois nenhum dos personagens foram criados emu ma cooperative (talvez, Angela tenha tido uma infância mais nesse nível, com seu pai sendo um rockstar, mas não é a mesma coisa) e despertou o interesse de todos, até de quem não tinha nada a ver (na verdade, nenhum deles tem algo a ver com a vida pessoal dela), para, no final, ser acolhida por Angie e Hodgins.

Em uma conversa boba entre Brennan e Angela, fica evidente o crescimento das personagens, com a frase “agora falamos de crèche e, não, de sexo”. A evolução que cada integrante de Bones passou no decorrer dessas temporadas.

Eu, sempre, espero mais e mais de Bones e é inútil dizer que não sinto aquela ansiedade que sentia quando estávamos no início da série…o que vale é que ela, de uma forma ou de outra, sempre prende o telespectador.


Acredito que perdemos um bom personagem à toa. Afinal de contas, todas as super conspirações e serial killers que Bones está nos apresentando nos últimos tempos estão meio jogados e terminados como uma coisa boba.

Acompanhamos essa conspiração dentro do FBI, desde a temporada passada e vimos tudo acontecer muito rápido nos últimos episódios, como se tivesse sido inventado há pouco tempo. Tempo suficiente para que os telespectadores mostrassem um pouco mais de interesse e, agora, vimos toda a conspiração derrubada em dois episódios de forma mais rápida ainda.

Começamos o décimo ano com Booth preso, o que já esperávamos após ele matar 3 agentes que estavam cumprindo ordens. A partir daí, nos vemos em um emaranhado de coisas, como o quanto Christine cresceu, a gravidez de Daisy, os colegas de prisão de Booth e como Brennan se desenvolveu para salvar seu marido. Aliás, foi com a chantagem de Brennan que, finalmente, demos o pontapé inicial na décima temporada.

Quando Booth foi solto, sentimos que não tínhamos nada, não tínhamos a que recorrer para acabarmos com a conspiração toda e todas as peças foram se juntando, se formando, e nos levando a Sanderson e Durant, tudo através de um único corpo, o de Cooper.

Fomos apresentados a um novo personagem: James Aubrey, que pode, ou não, ter chegado para ocupar o lugar que, antes, pertencia a Sweets. James que, em alguns momentos, tomou as rédeas da situação e mostrou para onde deveriam seguir, que encontrou o assassino de Sweets e que ajudou a derrubar tudo o que os squints e Booth estavam enfrentando.


No final, descobrimos que Durant, que não passava de um adorador do velho patriotismo elitista coordenava tudo, com provas, chantagens, documentos. Logo Durant que, de início, parecia mais perdido que qualquer um dos investigadores e tão bobo que não daria nem pra desconfiar, mas essa tática de que o culpado é o menos visto já não funciona tão bem, uma vez que ela sempre é usada.

Não foram episódios ruins, só não foram o ápice da série. Sem dúvida alguma, poderiam ser melhores, mas não foi dessa vez, não foi o que conseguiram criando uma super conspiração no FBI, que terminou de forma tão boba, que quase não deu para reconhecermos todo aquele esforço que levou Booth à prisão e Sweets à morte.

Talvez, ainda, não seja a hora de Bones mostrar sua volta triunfante.


Quando eu disse que o futuro de Booth era incerto, claro, que não quis dizer que era entre a vida e a morte, mas the recluse in the recline não entendeu dessa forma.

Começamos o episódio com Booth no hospital, sendo levado para a cirurgia e não estávamos entendendo muito, depois, somos relembrados do caso da Assassina Fantasma (disse que aquilo foi muito fácil e mal acabado, tinha que ter uma continuação).

Somos levados a uma história bem mais profunda do que esperávamos, uma rede de conspirações que, acredito, não foi imaginada nem por Hodgins. Uma rede que implicou em 3 agentes invadindo a casa de Brennan e Booth e quase matando-o, implicou na destruição de sua carreira, implicou em dados que não podiam ser revelados, implicou em quase perdermos aquele que acompanhamos há nove temporadas.

De fato em fato, o que primeiro aconteceu foi a morte de um jornalista que forneceria informações sobre os McNamara a Booth. A morte que, inicialmente, foi dada como acidente pelo corpo de bombeiros, logo se mostrou uma farsa e homicídio. Provas dadas pelos squints do Jeffersonian.

No meio da resolução desse caso, onde pessoas do FBI são grandes – e principais – suspeitos, Booth teve sua apresentação ao comitê para defender sua promoção, o que não aconteceu devido a compra de um dos congressistas, que foi pego, antes, pelos fantasmas altíssimos da organização, que comanda políticas, sociedades, comandantes, enfim...que está no poder.

Booth foi levado ao hospital, baleado, depois de se defender – e defender Brennan – de agentes corrompidos e, ainda, foi algemado. Sim, depois de tudo isso, o agente será preso por atacar seus agressores.

A pergunta continua “qual será o destino, o futuro de Booth?”. A temporada acabou, mas, pelo menos, temos um bom gancho para a próxima temporada, algo que, com certeza, vai nos prender e nos deixar esperando ansiosos para o 10º ano de Bones.


Depois de tanto tempo, – admito que mal me lembrava de Pelant – finalmente, tivemos a conclusão da Assassina Fantasma e, na verdade, não foi uma surpresa muito grande.

Quando o McNamara (o ricaço que era amigo de Hodgins) morreu e foi dado como suicídio, todos já sabíamos que aquilo tinha sido armado e, claro, como sempre, a principal suspeita era a irmã, mas aquilo acabou não dando em nada e o caso ficou esquecido.

Quando Pelant assombrava Brennan, ele citou a assassina, porém sem falar nenhum nome, apenas, com características e o fato dela já ter matado algumas pessoas com o mesmo modus operandi e então todos os squints entraram de cabeça nessa nova investigação, que, sequer, sabiam se daria resultado ou não.

Em the nail in the coffin, tivemos o assassinato de Stephanie (a última dos McNamara) e, então, descobrimos que ela era  a Assassina Fantasma e, pior, o pai dela sabia de tudo isso e a protegia, encobria os crimes, comprando todas as pessoas que podia (quem disse que dinheiro não é importante?). Por 15 anos, os McNamara não passaram de uma família considerada a realeza norte americana, sem exporem o que acontecia entre 4 paredes.

Stephanie foi morta pelo home acusado de assassinar sua primeira vítima, que – pasmem – também, foi agredida por Giles McNamara (pai de Stephanie e Trent), ou seja, na verdade, a morte dela não foi tão ruim quando poderíamos imaginar no início do episódio, deu até uma sensação de alívio.

Porém, parece que falta algo. Pelant foi o serial killer que mais acabou nos impressionando, depois de Zack (lá da primeira temporada) e toda essa história que ele começou foi resolvida de forma rápida e, parece, desleixada. Como se os roteiristas só quisessem fechar esse arco, a fim de exterminarem, de vez, qualquer sombra de Pelant.


Quando terminamos o 22º episódio, vamos para the drama in the queen e vemos um caso envolvendo uma drag queen e novos estilos de vida. Um corpo achado no poço que pertencia a um homem que trabalhava como drag (não tenho nada contra, aliás, admiro muito os homens que tem coragem de dar a cara a tapa para isso. Super a favor).

Aproveitamos e conhecemos Jessica Warren, uma nova estagiária (não me lembro dela em nenhum outro episódio, então posso estar enganada que essa seja a primeira aparição, mas, para mim, é), que conseguiu irritar e surpreender a todos no Jeffersonian, além, é claro, de conseguir Sweets – como bem lembrou Hodgins “qual o problema do Sweets com as estagiárias?”.

Vimos um novo lado de Sweets, no lugar de Booth, uma vez que o futuro do agente parece meio incerto, agora, que está prestes a ganhar uma promoção, porém, o caso pareceu fraco. A solução foi boba – um estudante matou o treinador (drag queen), por causa de uma cópia de trabalho e notas ruins –, na minha opinião, o caso deveria ser melhor cuidado. Foi a primeira vez de Sweets sem ser um psicólogo e ele ganha um caso que não passa de psicologia.

Estou terminando a temporada – depois de tanto tempo – e acredito que, agora, posso afirmar que Bones está se levando mais a sério. Tivemos episódios bons e ruins, casos maravilhosos e coisas bobas que qualquer criança poderia solucionar, mas, no fundo, esses erros e acertos não passam de tentativas para que o público volte a gostar da série como antes e consiga deixar-se prender a cada episódio.


Um episódio para se falar de ressuscitação (ou reanimação) científica.

Um corpo é achado em um pântano, um lote que estava prestes a ser vendido, porém todas as especificações dadas pelas evidências, que, quase sempre, são certeiras, dessa vez, não passam de especulações e contradições quanto a datas, períodos e tudo.

Somos levados a uma história onde o assunto principal é a criogenia, o que, ainda, é uma parte pequena da ciência, quase não utilizada.

A mulher encontrada tinha uma filha mantinha na CrioNova e foi assassinada pelo dono, por nada mais que ciúmes, quase um crime passional...coisa boba e chega a ser comum.

Junto ao caso, não tivemos, como a maioria das vezes, a centralização na vida pessoal de Bones e Booth, ao contrário, entramos, quase, de cabeça, no relacionamento de Cam e Vaziri. Um convite para o jantar com pais que terminou em discussões em um idioma não conhecido, mas que, quando retomado, fez Cam sentir-se, então, parte da família de Vaziri.

As intenções para Booth não serviram para muita coisa, apenas, para nos deixar pensando o que pode acontecer a ele, se será promovido, enviado à Alemanha, se não acontecerá nada. São muitas coisas para esperarmos dos próximos episódios.


Um episódio para colocar em evidência toda essa coisa de ser contra ou a favor da maconha, de dizer fazer o certo ou o necessário.

Antes de qualquer coisa, é preciso um “bem-vindo de volta, Wendell”. Sr. Bray foi o estagiário da vez e voltou sem cabelo e super animado para quem faz quimioterapia e passa por um processo de recuperação dificílimo.

O caso interagiu de forma perfeito com Wendell e refez os pensamentos de Booth, que, como agente federal, é completamente contra o uso da maconha (mesmo que seja medicinal) e deixou todos os squints do lado do ex loiro. Começamos com a vítima Andy Briggs sendo achada, jogada em qualquer lugar, dentro de um tronco e, logo, descobrimos que ela tinha lúpus e usava a cannabis para ajudar com a dor (o que é muito comum, já que as propriedades da maconha ajudam a aliviar a dor física). Com isso, desenrolamos a vida dela, desde o emprego em uma farmacêutica (que vendia medicinalmente a maconha) até a sua morte, causada por um universitário que não passava de traficante de drogas.

Com tudo isso, passamos pelas questões pessoais, especialmente pelo confronto de Cam com ela mesma, quando o assunto de Wendell Bray surgiu e ela teve que demiti-lo.

Como falamos de ficção e tudo – quase – sempre acaba bem, Bray conseguiu ser recolocado no Jeffersonian como consultor freelancer.

Bones é uma série que, de episódio em episódio, parece que tem mais altos e baixos do que o necessário, mas, no final, claro, consegue ser ótima.


Um dos melhores episódios dessa temporada. Sem dúvida. O caso, a interação, as personagens, as histórias, tudo.  Simplesmente, um ótimo episódio.

Começamos com Brennan querendo ir ao enterro de um dos grandes diretores de fundos para projetos científicos. Ao chegarmos ao local – ignorando, completamente, a mãe maluca do falecido – descobrimos que, na verdade, ele não estava morto. Ao contrário, estava vivíssimo, andando e nada simpático ao expulsar todos de sua casa.

A partir daí temos o desenvolvimento do caso, que, dessa vez, contou com Finn Abernathy como estagiário e grande ajudante de Brennan. Com o passar do episódio, damos uma volta por um mundo histórico e artístico criado em Bones e somos testemunhas, mais uma vez, da utilidade racional de Temperance.

Descobrimos que o morto era o assistente pessoal do ricaço – como diz Booth, em alusão ao desenho, o Riquinho Rico – e que a assassina era a namorada do cara. Demoramos um tempo para chegarmos a essa conclusão, mas nem vimos o tempo passar, porque estávamos muito entretidos querendo saber quem estava na urna, qual o motivo do assassinato, o que era o cálice que o matou, porquê usar uma arma tão antiga para dar um tiro. Eram muitas coisas que nos prendiam ao episódio.

Isso tudo e, ainda, o término do namoro entre Michelle e Finn (Michelle quase nunca aparece, então, sempre, aparenta, não ter tanta importância), a mudança de estilo de vida de Finn, a empatia – mais do que explícita – de Brennan.

Há um tempo eu disse que Bones não era mais a mesma e não é. A série evoluiu e teve seus altos e baixos, mas, ainda assim, é uma ótima série e merece, sem dúvida, ser acompanhada.


Demorei um tempo, mas, finalmente, consegui começar a colocar os episódios em ordem e, claro, não achei modo melhor de iniciar, se não, com Bones.

Foram dois episódios que me deram mais vontade de ver a série. Talvez considerando o tempo que fiquei sem ver Temperance e Booth, tenha me ajudado a ver os episódios muito bons, mas, de qualquer modo, acho que os casos foram bem pensados e, até mesmo, os assassinos – em the carrot in the kudzu foi um pouco previsível, mas valeu pelo contexto.

Em the repo man in the septic tank, além de termos o caso, vimos a indecisão de Temperance, ligada, mais uma vez, à igreja, afinal, Booth queria que sua filha frequentasse o local, porém Brennan, que nunca foi adepta à religião, discordava. As discussões pessoais passearam pelo episódio entre as discussões profissionais, que envolviam a causa da morte, o motivo e um novo estagiário cubano, que poderia ser considerado a versão masculina de Temperance Brennan.

Nos prendendo ao caso, tivemos a morte de um ex presidiário que, no momento, trabalhando em um despachante. Demos a volta em vários suspeitos: ex companheiro de prisão, atual chefe, até descobrirmos, depois de muito trabalho e alguma simpatia pelo novo estagiário, extraditado de Cuba, que o culpado era o oficial da condicional, tendo como causa a recusa da vítima em participar de crimes. Ainda, acompanhamos todo o desenvolvimento pessoal  do casal 20, no qual, ao fim, Temperance cedeu e concordou com Booth em deixar Christine frequentar à igreja também, acompanhando casos pessoais, vimos Hodgins tentando ser o mais novo amigo do Dr. Fuentes.


Então, pulamos para the carrot in the kudzu, onde o caso implicava em um produtor / ator / criador de programas de tv, assassinado e  jogado no meio de uma planta – kudzu, que cresce no sul dos Estados Unidos – pelo modo que estava o corpo, podemos dizer que foi achado, quase que, por acidente.

Já nesse episódio, Brennan lidava com o aniversário de sua filha. Como Temperance passou a infância fugindo de um lugar para outro, pulando de casa em casa, cidade em cidade, nunca teve tempo para uma festa de aniversário e, logo, descobrimos que isso era, completamente, o oposto para Booth, que considerava uma das festas mais importantes, já que, segundo a história do agente especial, eram os únicos momentos em que seu pai comparecia, sem estar bêbado.

Voltando ao caso, tivemos vários suspeitos: diretor de programa, irmão, ator substituto – falo por pura experiência que esse meio audiovisual é cheio de brigas e discussões – até chegarmos a verdadeira culpada, que, na verdade, não passava de uma fã e o grande homicídio foi, simplificadamente, um acidente. Joe (vítima) sofria de uma condição cardíaca, em que poderia, a qualquer minuto, através de algo que o assustasse ou o deixasse mais alerta, morrer. Isso se não tomasse a medicação e ele não tomava.

Também, no 18º episódio, tivemos a participação de Clark Edison que resolveu competir com Temperance Brennan e escreveu uma ficção, na mesma linha que Bones e, para desagrado dos futuros possíveis leitores (Cam, Hodgins e Angie), o livro parece ser horrível, porém, para surpresa dos mesmos, Clark foi aceita na mesma editora que Brennan e será publicado.

Sempre, tivemos em Bones, as contradições e a insegurança de Temperance, porém com o nascimento de Christine, isso ficou bem mais visível. No início da série, Brennan se preocupava, apenas, com ela, um egoísmo infindável que, muitas vezes, a deixava arrogante, porém, o relacionamento dela com Booth conseguiu mudá-la de todos os modos, fazendo com que nos apaixonemos pela série e seus personagens.


Não me levem a mal, eu adoro Bones, sou apaixonada pelos episódios, mas, temos que reconhecer que está na hora da série dar um adeus, um ponto final.

Por alguns instantes,  The Source in  the Sludge me fazia lembrar de Homeland (toda aquela coisa de Abu Nazir e blablabla), por tratarem, exatamente, de um terrorista afegão que estava tentando vingança e um militar que acabou passando pro lado de lá.

O caso foi, até, bem simples: Sari, uma informante afegã que foi levada aos EUA é assassinada e todas as pistas indicam ao super terrorista Ibrahim – que todos acreditavam estar morto (e, no fim, realmente, estava) – mas, ainda, poderiam suspeitar de 1265266, inclusive, o já conhecido agente da CIA, Danny.

Depois de passar por alguns suspeitos – outros, nem tanto – e por perguntas e perguntas e, claro, passarmos pelo drama da Daisy, que foi reprovado na tese de seu doutorado – na verdade, isso trouxe um lado bom, afinal descobrimos que, mesmo Temperance, com toda aquela inteligência, foi reprovada, claro, que não pelos motivos que imaginávamos, mas, ainda assim... – chegamos ao culpado: um ex militar, que era o “carcereiro” de Ibrahim, mas, claro, por motivos econômicos acabou apoiando o terrorista.

Tudo isso para, no final, darmos de cara com a disputa que temos em todas as séries criminais: a quem pertence o caso. Nessa situação, o ex militar acabou saindo ileso e com uma recompensa de alguns milhões, para entregar toda a rede de contatos de Ibrahim, o que não durou muito tempo, já que, depois de tudo – inclusive, depois de passar os contatos – ele acabou em um tribunal militar.

Todo esse episódio, regado a algumas discussões entre Booth e Bones, que, como sempre, foram resolvidas.

Seria mentira dizer que foi um episódio ruim, porque não foi, ele só está na média, aceitável.


Com tantas e tantas reclamações sobre as últimas temporadas de Bones, achei que seria difícil ver como a série conseguiu dar a volta com os episódios mais recentes. The Heiress in the Hill provou isso – ao lado dos dois episódios anteriores – fazendo com que a série seja, sempre, bem vista.

Começamos com o já comentado desconforto de Booth quanto ao dinheiro de Bones, que, claro, sabemos que a quantia é muito maior: aparentemente, 75 mil é mais do que Booth ganha durante o ano. Em pensar que Bones ganhou isso, apenas, como um adiantamento de vendas de livros.

Um pouco depois da já conhecida “discussão”, nos encontramos no Jeffersonian, onde descobrimos, com Hodgins e o Dr. Rozran – de Sandalwood (uma instituição psiquiátrica), que há mais um Hodgins no mundo. Sim, Jeffrey que, até então, vivia na clínica, sem conhecimento de seu irmão.

E, então, conhecemos o caso. Para não sairmos tão abruptamente dos problemas pessoais dos personagens principais, o caso gira em torno de família e dinheiro: Lauren Frank, uma universitária de 26 anos, que não se sente tão feliz em sua grande casa – com seu pai e sua madrasta – resolve fingir seu próprio sequestro, para fugir com o assistente das aulas de espanhol. Para azar dela, os riscos não foram calculados, o que, claaaaro, causou a morte da menina.

Indo de passo a passo: Lauren armou sem sequestro com o responsável por passear com seu cão. Disse ao garoto que o amava, que eles fugiriam juntos com o dinheiro do resgate. Armou tudo, regulou mensagens para serem enviadas pelo celular e para que o aparelho fosse desligado logo após o envio, arrancou o próprio dedo para convencer seu pai, enfim...pensou em tudo. Lauren não contava que o corte em seu dedo iria infeccionar, piorando o seu estado e, quando seu cúmplice, tentou salvá-la, encheu-a de penicilina, que, por sinal, ela era alérgica. No final das contas, o grande assassinato que, quase, impossibilitou a identificação de Lauren Frank, na verdade, não passou de um acidente, pelo menos da parte do garoto que, quando tudo terminasse, seria acusado de homicídio pela própria Lauren.

Ainda, em The Heiress in the Hill, tivemos Booth querendo doar os 75 mil para Hodgins conseguir manter seu irmão na clínica e não precisar mandá-lo para uma clínica pública, assim como, depois de ter a oferta recusada, vimos Brennan oferecendo a Booth a compra dos ingressos para o, segundo a antropóloga, “SuperBall” – Super Bowl – e, ainda assim, ter sido, novamente, recusada, pois Booth prefere doar o dinheiro para o “Projeto Herói Ferido”.

Desde o início, eu achei que o casamento de Brennan e Booth tiraria algo da série, a graça de vê-los discutindo a cada caso, o modo como as provocações evoluíam, mas, neste episódio, pudemos ver os relacionamentos (tanto de Brennan e Booth quanto de Hodgins e Angela e, até mesmo, de Jack Hodgins e Jeffrey Hodgins) e sua base – a confiança que Jack tenta ter de Jeffrey, o “livro aberto” entre Booth e Brennan e, claro, o apoio entre Hodgins e Angela.

No total, foi um ótimo episódio e a esperança é que Bones siga assim.

E, dessa vez, sem dúvida, Big in the Philippines foi o melhor episódio da temporada: a história de um cantor, completamente, desconhecido nos EUA e muito famoso em Filipinas, adicionado ao fato dele estar apaixonado por sua vizinha (síndica do prédio), que tem um “relacionamento” complicado com um garçom e os problemas pessoas dos squints do Jeffersonian.

Indo por parte em parte: após um corpo ser achado todo coberto de vômito e aberto, em um parque ambiental, o instituto e o FBI começam as buscas por desaparecidos, a fim de encontrarem, pelo menos a vítima – o que é resolvido com uma amostra desenvolvida por Angela – , o estagiário da vez é Wendell Bray, que aparece com um braço quebrado, resultado de um jogo de hockey.

Em meio a toda resolução do caso, descobrimos, com Temperance, que Bray, na verdade, tem sarcoma de Ewing, uma forma de câncer nos ossos, com um tratamento fortíssimo, regado a várias sessões de quimioterapia, com muita radiação e grande probabilidade de Wendell não conseguir resistir.

Com a trilha sonora de Colin Haynes (a vítima) e esta notícia, temos um episódio, de uma certa forma, romantizado. A nossa vítima, apaixonado por Kara (sua vizinha) deixa, como última obra, uma composição para sua amada, a pessoa que ele pretendia levar ao paraíso (Filipinas) ao descobrir sua grande fama do outro lado do mundo. Atos que, mesmo sem querer, sensibilizaram todos os envolvidos. Colin foi assassinado pelo garçom que mantinha um relacionamento com Kara...ainda que distorcido, um crime passional.


Já em The master in the slop, tivemos o oposto do episódio anterior. O assassinato foi frio, calculado e, de certa forma, dependente.

O episódio foi um pouco mais centrado em Sweets, que, muitas vezes, passa, apenas, como o psicólogo – não tão respeitado – do FBI e, agora, mostrou ser, quase, o “rei do xadrez”.

Enquanto Sweets estava em seu próprio mundo, cercado de “fãs”, Brennan fazia todo o esforço possível para entender como Cam foi indicada para a publicação sobre “mulheres marcantes na ciência” e uma forma de lidar com a presença do Dr. Filmore, o canadense que, toda vez que resolve aparecer no Jeffersonian, deixa Temperance mais “arrogante” que o normal.

Os dois começam a trabalhar juntos para solucionar o assassinato de um grande nome no mundo dos jogadores de xadrez, que teve seu corpo, literalmente, jogado aos porcos, para que não restasse nenhuma forma de ser desvendado.

Após várias partidas de xadrez, descobrimos que o assassino era o enteado da vítima, que tentava evitar o casamento entre sua mãe e Albert (assassinado) e fez um grande plano – chegando a jogar o corpo no quintal de outra pessoa para jogar a culpa a outro – para nunca ser pego.

 Para não terminarmos o episódio dessa forma, descobrimos que não haveria, apenas, uma mulher marcante na ciência, na revista ciência mensal, mas, sim, 12 mulheres: para contornar os problemas financeiros, a revista decidiu fazer um calendário com as mulheres da ciência e, com isso, não haveria “pódio”.

Estes dois episódios mostraram lados mais do que humanos em Temperance Brennan, desde a empatia por Bray, até a “culpa” por sentir que Cam não deveria ser cogitada como “mulher marcante na ciência”. 


O episódio começou com um sonho – meio demorado, diga-se de passagem – e, logo de cara, percebemos que, apesar de Pelant ter morrido, como ele era um serial killer, relativamente, importante, ele continua bem vivo para Temperance. O fato é que Brennan se apegou tanto à ideia de que pode haver outro (a) serial killer solto pela cidade, que não consegue se desvincular do falecido e a aparição de um corpo na porta de sua casa só deixou a antropóloga mais “dedicada” à pesquisa.

Aliás, esse corpo foi o que desencadeou todo o episódio, nos levando ao antigo mundo de Jack Hodgins: Lana, uma velejadora com grande potencial morre, ainda jovem, em 1995, quando sua morte é diagnosticada como “acidental”. Anos depois, após o corpo ser deixado em frente à casa de Booth e Brennan, a causa da morte é descoberta e dada como homicídio, porém sem causa e sem suspeitos.

Trent McNamara, conhecido, desde a infância de Hodgins, acabou tornando-se o principal – e, basicamente, o único – suspeito, uma vez que ele era o namorado da vítima. Com tudo levando a McNamara, seria fácil acreditar que ele poderia ter matado Lana, se não estivéssemos tão ligados à teoria e Brennan sobre a nova serial killer, assim como toda a equipe do Jeffersonian que, para não perder o costume, acaba apoiando Brennan e todos os seus instintos, por mais que, algumas vezes, eles pareçam não ter nenhum sentido.

Com o final do episódio, percebemos que a teoria de Brennan (e Pelant) é verdadeiro e, por alguns minutos, cheguei a pensar que a irmã de Trent McNamara é a tão procurada, afinal, a forma que Stephanie McNamara reagiu a tudo e, principalmente, o modo como foi “forçada” vendo o corpo do irmão, salientou a ideia, mas, claro, ainda, não nos deu nenhuma resposta.

Vamos lá, Bones, ainda, temos um pequeno caminho a percorrer e acho que estamos em um bom ritmo. A série está em negociação para sua décima temporada e, por mais que seja um pouco doloroso dizer, já está na hora de acabar mesmo, para que não tenha um final tão desagradável e indigno.

PS: sempre vale ressaltar como Temperance Brennan parece mais humana e a sensibilidade que ele lidou com os problemas pessoais de Clark Edson, evidenciaram – muito – o desenvolvimento da personagem.


Simplesmente, um dos melhores episódios da nona temporada de Bones. Quando chegou ao final, até eu estava meio Temperance Brennan.

Passei quase a temporada toda falando que a série precisava de uma mudança, que tudo estava fraco, os casos estavam meia boca, mas the spark in the park foi um bom caso, até porque, depois de Pelant, encontramos alguém, exatamente, como Bones: Leon Watters.

Todas as soluções foram dadas nesse episódio, até aquele caso da Cam, que, sempre, é esquecido, porque todo mundo tem coisas mais importantes para fazer. Dra. Saroyan conseguiu dar o seu ponto final ao roubo de identidade e não foi, somente, com violência, a morena escutou seu namorado e “cedeu o perdão” a sua ex amiga. Um final bem chatinho para um plot mais ou menos e pouco explorado, afinal, só ouvimos falar do caso, quando Cam soltava um “ah eu recebo uma mesada e tenho meu direito fiscalizado, como uma criança”, “mas quem é essa pessoa que está se passando por mim?”. Então, na verdade, foi tudo adequado nesse caso.

Mas, ao caso de verdade: Amanda Watters foi assassinada e teve seu corpo deixado no parque e, no meio da chuva, um casal de curiosos encontrou o corpo, mas achou muito interessante tirar fotos do cadáver, porque né...quem nunca quis encontrar um cadáver e ficar tirando várias fotos para comprar que isso, realmente, aconteceu?

De qualquer forma, como a maioria dos episódios, o assassino foi pego e era a amiga da vítima, tivemos alguns minutos de enrolação para chegarmos à solução, mas chegamos.

O que chamou a atenção no episódio não foi o caso ou a vítima, mas, sim, o pai de Amanda, um professor universitário que tentou recriar cada momento de sua filha através da física. Aliás, tentou não, ele recriou em um quadro negro, cada momento importante de Amanda, desde seu primeiro repouso até sua morte. O que foi descrito, por Temperance Brennan, como “a coisa mais linda que já vi...melhor do que qualquer discurso ou qualquer fotografia...isso é perfeitamente lindo”. Se são as palavras de Brennan, para que discordaremos?

Outro fato que deixou o episódio tão bom é que ele não ficou indo e voltando em discussões de casal, como a série vinha fazendo. Ali, era Brennan e o caso e, somente, isso.
Se seguirmos esse ritmo, talvez, o show consiga recuperação total.

O próximo episódio de Bones vai ao ar no dia 10/01.


Lá se foram mais dois episódios de Bones que conseguiram prender  a minha atenção do início ao fim.

Começamos com The fury in the jury com um caso de assassinato cometido por um atleta (nada muito diferente dos diversos casos de jogadores de futebol que vemos por aí), onde Brennan agiu no júri e, sem provas que ela, sempre, precisa ter, liberou o réu.

No meio do julgamento, um corpo achado, abandonado e sem identificação foi achado, o que, na verdade, era a ligação entre o caso de Booth e o julgamento de Bones, que, ao decorrer do episódio, foi dado como assassinato cometido por Kidman, aquele atleta que Temperance ajudou a libertar.

Depois de tantos episódios sem mencionarmos o caso pessoal de Cam, finalmente, tivemos alguma coisa. Enquanto Brennan ficava louca com Kidman e Booth tentava provar – com a ajuda dos squints – todos os assassinatos, Angela e Cam corriam atrás da garota que roubou todos os cartões e documentos da Dra. Saroyan, até descobrirem que era uma amiga, ou melhor, ex amiga de Cam.


Com esse encerramento, vamos para The mystery in the meat, que mostrou o outro lado de Cam, Temperance, Daisy e Caroline e mostrou o verdadeiro lado de Angie, já que ela, na verdade, sempre foi bem mais “divertida” que suas companheiras de trabalho.

O caso envolvendo o governo, comida escolar, pedaços de corpo jogados no meio da merenda dos alunos do ensino médio...e uma despedida de solteira, com direito a vários shots, brigas com motoqueiras, funcionárias do governo levadas à delegacia e 2 maridos muito compreensivos com isso tudo.

O caso começou quando foram achados pedaços de um corpo durante a refeição de alguns adolescentes na escola e terminou com a descoberta da vítima, que era um dos responsáveis pela fabricação de alimentos e a descoberta do assassino, o empregador da vítima que sentiu-se ameaçado por seu empregado e o matou. Claro, porque as coisas se resolvem facilmente dessa forma.

Paralelamente a isso, temos Angela preocupada porque não foi capaz de fazer a despedida de solteira de sua melhor amiga e, então, planeja a noite das garotas regada a muita bebida, em um antigo bar country que foi substituído por um bar de encontro de caminhoneiros.

Esses dois episódios me pareceram mais divertidos do que policiais. Grande parte dos dois mais me fez rir do que ansiosa pela descoberta do assassino. Ainda assim, está melhor do que o que víamos há alguns episódios: toda aquela enrolação pra nada. Provavelmente, a saída de Pelant, que era o que mais prometia nessa temporada, foi o melhor para a série, assim não ficamos presos em um plot que parece que dá várias voltas e nenhuma resposta. Agora, o que nos prende a cada episódio é, somente, o caso de Cam, porém esperamos que isso se resolva logo.